Saiba um pouco da vida do artista Biu do Violão, fã de Roberto Carlos, que nos deixou nesta quinta-feira

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Quem nos deixou hoje (05.06.2025), foi o folclórico artista de rua Biu do Violão (Carlos Bill). Ultimamente ele não era mais visto no Calçadão da Cardoso Vieira, local que ele frequentava assiduamente. Vivia ultimamente numa casa de acolhimento aqui mesmo em Campina Grande e enfrentava problemas de saúde por conta da idade. Já passando dos 80 anos, Biu tinha como marca tocar tão somente as músicas de Roberto Carlos no seu velho violão, companheiro de tantas jornadas. Biu era figura marcante no centro da cidade.

Quando Roberto Carlos esteve em Campina Grande, num show que fez no Spazzio, em décadas passadas, o seu nome foi citado pelo cantor durante esse show.

Biu chegou a conhecer Roberto Carlos, num encontro patrocinado por amigos jornalistas da época, a exemplo de Juarez Amaral e da colunista social Graziela Emerenciano (já falecidos). Tinha como bordão a frase que marcou sua vida “O resto é páia”.

Antes de se dedicar exclusivamente à música, trabalhou como engraxate, carroceiro, lavador de carros e balaeiro.

No site Retalhos Históricos de Campina Grande encontramos uma reportagem sobre o artista de rua e que transcrevemos abaixo:

FIGURAS FOLCLORICAS DE CAMPINA GRANDE – BIU DO VIOLÃO

POR: JOBEDIS MAGNO DE BRITO NEVES
(www.museudoesportedecampinagrande.blogspot.com)

Nossa cidade sempre teve figuras que marcaram épocas, loucos, políticos, atletas e sábios cada um com suas histórias muitos são esquecidos, pois as novas gerações não se importam com o passado, vivem o presente. Não podemos culpá-los por isso.

Hoje vou comentar hoje sobre a vida de uma pessoa que marcou época nos idos de 60 até a presente data que para muitos sua presença era agradável, pois se notabilizou como um  ser humano que tinha e tem uma verdadeira adoração por Roberto Carlos (vivia e vive ainda hoje cantando para todo o mundo   nas ruas e bares da nossa cidade, pedindo para canta nas mesas musicas do Rei Roberto Carlos de é um dos fãs ate hoje, seu apelido “Biu do Violão” os mais antigos lembrem ou presenciaram suas cantorias  e  “o resto é paia” como ele sempre diz.

Tinha outro que prefiro não citar o nome porque já não se encontra mais entre nós que era um tormento para alguns empresários e atletas amadores de nossa cidade da época. Este cidadão ficava na espreita no ZBM (Zona de Baixo Meretrício) e quando avistava algum figurão namorado, casado ou noivo saindo acompanhado de uma bela meretriz, era fim de carreira para o traidor, pois este esperto  se aproveitava e passava semanas atormentando o infiel  ameaçando que ia entregar a sua conjugue o que ele presenciou e tirava o dinheiro do apreensivo devedor e assim se mantinha bem alimentado e se sustentava diariamente.

Estes personagens marcaram a paisagem e os acontecimentos de Campina Grande. Eram e são pessoas engraçadas, extrovertidas, algumas brincalhonas, outras bravas, temperamentais, mas fundamentalmente irreverentes, que habitavam e circulavam pelas ruas centrais da cidade, se incorporando ao cotidiano, trazendo-nos algum tipo de informação, alegria e de certa forma, amenizando as durezas e as amarguras de nossas vidas. Essas irreverentes criaturas e suas passagens ficaram e ainda ficam em nossas recordações e em nossas memórias. Conhecemos em Campina outros personagens muitos engraçados, cômicos e irreverentes que daria matérias para outras reportagens.

Recebi uma informação muito importante de Marcos Soares sobre a chegada de Biu em Campina Grande e algumas fotos do seu acervo pessoal sobre nosso personagem:

Logo que Biu chegou a Campina, anos 60 vindo da região de Cabaceiras, residiu durante muito tempo na casa de Téu Batista, em frente ao Colégio Estadual. Naquela época ele já tirava os primeiros acordes da Marcha dos Marinheiros. Parece até que já nasceu tocando essa música. “Eu tentava aprender a tocar gaita. Encontrávamo-nos quase todas as noites na calçada da bodega de Toinho Palhano, esquina de Antenor Navarro com Pedro II, ao lado do Senai, na tentativa de harmonizar uma dupla musical de gaita e violão. Nossos planos não caminhavam, pois enquanto eu entrava de Vereda Tropical, ele atacava de Marcha dos Marinheiros, sempre. Nossa dupla teve de ser desfeita, após queixa de um vizinho, Pedro Cordeiro, talvez importunado com os sons desafinados. Escondi a minha gaita com a chegada da polícia”. A polícia levou o violão de Biu, dias após devolvido, para continuidade do exercício de seu alento até os dias de hoje. Salve Biu do Violão, gente humilde e de grande coração de quem ninguém tem mágoa. (Por Marcos Soares).

Momentos de Campina Grande: A Colunista Social, Graziela, Biu do Violão (Um dos maiores personagens folclóricos de nossa cidade) e o Rei Roberto Carlos, em evento dos anos 70 (Fonte: http://museudoesportedecampinagrande.blogspot.com.br)

Programa Diversidade da TV Itararé fez matéria com Biu do Violão em vida

A TV Paraíba também tinha feito reportagem com ele e que pode ser visto no link abaixo:

https://globoplay.globo.com/v/2884909/

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