Coronel nega terceirização e inconstitucionalidade na criação de Guarda Militar

Compartilhe essa notícia

O Coronel e Comandante Geral da Polícia Militar, Euller Chaves, em entrevista falou sobre a MP, publicada no Diário Oficial pelo governo do estado, que visa a criação da Guarda Militar Temporária (GMT).

Segundo ele, a medida é inteligente, ousada e necessária e visa estabelecer mais segurança à população.

Como atualmente há pelo menos 800 PMs ocupando posições em presídios, estes deverão voltar às ruas e serão substituídos por reservistas das forças armadas.

O comandante disse que será feito um processo de capacitação da Polícia Militar, para que estes homens que já têm treinamento militar e sabem manusear armas longas, possam ocupar os espaços de forma gradual e experimental nos presídios.

Chaves ressaltou ainda que o edital para os reservistas não visa tirar a legitimidade da realização de novos concursos públicos, mas melhorar a segurança de forma mais rápida que um certame.

– O último concurso feito perdeu a validade e não há mais tempo para buscar outro. Já colocamos mais de 2 mil policiais nas ruas, através de concurso público e mantivemos o curso de formação. Para a formação de um soldado se leva no mínimo um ano e meio e o processo seletivo veio com a ideia de ser algo mais rápido e urgente – explicou.

O coronel falou sobre as críticas das oposição e negou se tratar de uma terceirização da segurança pública.

– Não se trata de terceirização e sim de ousadia, criatividade, inteligência e cumprimento de um dos princípios basilares da Constituição Federal e estadual, que é o da eficiência. Fazer mais com menos. É fundamental que as pessoas sejam esclarecidas e que os oposicionistas estabeleçam uma melhor leitura para que não sejam um desserviço ao povo da Paraíba, que merece respeito – enfatizou.