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PT adota voto casado para alavancar Haddad

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SALVADOR, BA (FOLHAPRESS) – Depois de oficializar a candidatura de Fernando Haddad à Presidência da República em substituição ao ex-presidente Lula, o PT iniciará uma estratégia para incentivar o voto casado nos estados em que tem candidaturas competitivas a governador.

A ideia é reforçar a tese do alinhamento político entre os governos federal e estadual e apresentar Haddad como futuro parceiro dos governadores aliados, caso seja eleito.

Na Bahia, onde o governador Rui Costa (PT) disputa a reeleição, a equipe iniciou a estratégia de transição nos últimos dias, antes mesmo da oficialização de Haddad como cabeça de chapa presidencial.

No horário eleitoral no rádio e televisão, foi veiculado um jingle em ritmo de pagode cuja letra diz: “É 13 na Bahia, é 13 no Brasil. É Rui, é 13, é Haddad, é com 13 que eu vou”.

Para Sidônio Palmeira, responsável pelo marketing da campanha do PT na Bahia, é natural que a campanha seja nacionalizada: “Com Haddad oficialmente como candidato, passamos a ter um norte para trabalhar com mais clareza o voto casado”, afirma.

A estratégia do alinhamento tem sido trabalhada em duas vertentes. De um lado, programas petistas têm mostrado obras e projetos sociais feitos em parceria com o governo federal nos anos Lula e Dilma.

Do outro lado, mostram medidas do governo Michel Temer (MDB) como o teto de gastos e as reformas da Previdência e trabalhista como exemplos negativos e criticam a falta de repasses federais.

Em um vídeo, Rui Costa chegou a comparar o governo da Bahia a um veículo alimentado por dois combustíveis: o federal e o estadual. E disse que governou por quatro anos apenas com recursos estaduais: “Espero nos próximos quatro anos poder rodar com os dois combustíveis”, disse.

Em Minas Gerais, o governador Fernando Pimentel (PT) adotou estratégia semelhante no programa eleitoral desta quarta-feira (12) e disse que “no governo do PT com Haddad, Minas vai voltar a receber recursos federais”.

Nos demais estados, sobretudo no Nordeste, a estratégia de alinhamento e voto casado deve se repetir entre candidatos a governador do PT e de aliados como PSB e PC do B.

Em Sergipe, o governador e candidato à reeleição Belivaldo Chagas (PSD), que tem o apoio do PT local, deve apresentar a chapa com Haddad para presidente e Manuela D’Ávila (PC do B) vice-presidente no programa eleitoral que irá ao ar nesta sexta (14).

Nas redes sociais, o candidato já postou foto em que aparece ao lado de Haddad, Manuela e da sua candidata a vice-governadora Eliane Aquino (PT), viúva do ex-governador Marcelo Déda, morto em 2013.

Também nas redes sociais, o governador do Piauí Wellington Dias (PT) apresentou a nova candidatura presidencial.

Entre os estados governados pelo PT, a exceção deve ser o Ceará, onde o governador Camilo Santana (PT) equilibra-se entre as candidaturas de Haddad e de seu aliado Ciro Gomes (PDT) e não tem citado nenhum dos dois.

As agendas presenciais de Haddad com governadores petistas e aliados também serão intensificadas. Neste sábado (15), ele participa de atos de campanha no sudoeste da Bahia ao lado de Rui Costa.

Os candidatos a deputado da Bahia também devem aparecer em um cenário com a foto de Haddad ao fundo.

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