Professor critica parcerias público-privadas em Campina e reformas do governo federal

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Na última semana, centrais sindicais e entidades de classe da região realizaram mobilização em Campina Grande contra medidas do governo federal, como as reformas da Previdência e trabalhista, e também criticando o projeto de parceria público-privada da Prefeitura de Campina Grande, que tramitava na Câmara de Vereadores.

O professor Hermano Nepomuceno (PT) disse que o projeto de parceria era de privatização de vários setores da administração municipal nas áreas de saúde, educação, assistência social e saneamento básico.

– Uma proposta que afeta a qualidade de vida e as possibilidades de futuro de Campina Grande. Então o Sintab, o Stiupb e outras estão na linha de frente, pois são as categorias profissionais mais afetadas, além da população em geral – disse.

O projeto foi devolvido para a Prefeitura e não entrou em votação na CMCG.

Sobre os assuntos nacionais, Hermano disse que a reforma da Previdência afeta a vida de todos os brasileiros e, portanto, vai deixar a população refém da previdência privada.

– É uma proposta muito radical do Governo Temer, que acaba com os direitos sociais e a seguridade social – disse.

O professor ainda disse que o orçamento de 2018 da União será determinado sobre a chamada “PEC da Morte”, que, segundo ele, é o Projeto de Emenda à Constituição que engessou os investimentos sociais durante 20 anos.

– A saúde, segurança pública, educação, assistência social, segurança pública, estão congelados durante os próximos 20 anos, independentemente do crescimento demográfico do país e da possibilidade de melhoria da qualidade de vida da população – comentou.