Presidente da ALPB defende os debates municipais e não vê palanque eleitoral na Casa

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As mudanças na Assembleia Legislativas para que os aliados, tanto da base governista quanto da oposicionista, assumam os mandatos suplentes em detrimentos dos seus aliados, têm acirrado os debates na Casa.

O deputado Aníbal Marcolino (PSD), que assumiu o mandato para reforçar a base de defesa do governo na Casa, tem caprichado no debate contra o prefeito da Capital, Luciano Cartaxo (PSD), assim como o suplente, Raoni Mendes (PDT) tornando os discursos em nível municipal como se estivem na Câmara de Vereadores de João Pessoa.

O mesmo faz a suplente, Eliza Virgínia (PSDB), que também assumiu o mandato com a missão de fazer a defesa do prefeito Cartaxo no Legislativo Estadual.

O seu discurso é de combater as acusações do líder do governo, deputado Hervázio Bezerra (PSB), que também é suplente do mandato. O líder tem centrado fogo contra o prefeito e o seu tema preferido é desferir críticas à revitalização da Lagoa do Parque Solon de Lucena.

A obra que tem sido a “menina dos olhos” do Prefeito, ao mesmo tempo tem lhe dado dor de cabeça causada pela oposição, na Câmara de Vereadores e também na Assembleia Legislativa por conta de uma CPI para investigar os supostos desvios de recursos da ordem de R$ 10 milhões atestados pelo relatório da Controladoria Geral da União. A ameaça de instalação da CPI tem incomodado o gestor municipal.

Para o presidente da Casa, deputado Gervásio Maia (PSB), que também andou criticando a urbanização da Lagoa disse que o prefeito está no segundo mandato e a única obra que tem é a da Lagoa.

foto: Paraibaonline

“É uma obra muito capenga e poderia estar sendo muito utilizada. A gestão é fria, apática e que prometeu muito, mas não entregou nada. Compare a gestão com a de Ricardo quando prefeito”, pediu o deputado.

Indagado se os debates não estariam sendo muito municipalistas quando deveriam ser estadualizados ou que os seus pares não estariam fazendo palanque eleitoral ao cruzar as pautas do município com o do estado, uma vez que o gestor municipal é o principal adversário da sucessão estadual nas eleições de 2018, Gervásio Maia respondeu que não e que cada parlamentar tem a liberdade de debater o assunto que quiser, seja no Legislativo Municipal ou no Estadual.

“Todas as pautas que interessarem ao povo no âmbito da Paraíba, elas devem ser debatidas. No caso da Assembleia, tem uma abrangência maior porque ela pauta os 223 municípios, pauta o Estado todo. No que diz respeito à Câmara Municipal, ela deve se restringir as questões do seu município ou qualquer outra Câmara, mas o Poder Legislativo estadual tem essa amplitude e pode debater temas tanto na capital como dos demais municípios”, explicou.