Dnocs desmente vereador e diz que abastecimento de água em Campina não será comprometido

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O diretor do Departamento Nacional de Obras Contra as Secas (Dnocs), Alberto Gomes, afirmou que a informação sobre o comprometimento da vazão e distribuição da água do rio São Francisco na Paraíba não procede.

Segundo Alberto, que se encontra em Brasília para uma reunião com o Ministério da Integração, a repercussão na mídia de que o abastecimento em Campina Grande estaria comprometido por conta de obras de reparação nos açudes de Poções e de Camalaú é inverídica.

O fato é que em entrevista nessa segunda-feira, 14, o vereador Alexandre do Sindicato (PHS), que esteve em Brasília junto com uma comitiva de parlamentares campinenses, anunciou que a Agência Nacional das Águas (ANA) revelou que a transposição pode passar por um período de quatro a seis meses sem bombear água para a Paraíba, para poder ser feito o conserto nos açudes de Poções e de Camalaú.

O parlamentar integra o grupo de vereadores que são contra o fim do racionamento em Campina Grande e nas 18 cidades abastecidas pelo Açude de Boqueirão.

 

– Essa informação não procede. Estou em Brasília e tenho uma reunião no Ministério da Integração, juntamente com o diretor geral e alguns técnicos, para resolver sobre essas intervenções nos açudes de Poções e de Camalaú, sem comprometer a questão hídrica de Campina Grande, através de Boqueirão. Não tem nenhum sentido o esforço que o governo federal fez para a retomada das obras do eixo leste para que a água chegasse mais rápido em Campina e nas 18 cidades e agora retroceder. Existem meios técnicos para fazer essa nova intervenção, que é envelopamento da tubulação e o fechamento para que tenhamos um controle melhor dessa água, e não comprometer o abastecimento em Campina e a segurança hídrica – refutou o diretor do Dnocs.

Alberto ainda frisou que as informações que foram veiculadas na imprensa não têm “amparo técnico” e criticou a abordagem política sobre o tema.

– Esse assunto que saiu na mídia não tem nenhum amparo técnico e nem legal. Como eu sou um técnico eu não entro nessa seara política. Eu tenho uma visão diferente, que é a de encontrar soluções para que possamos acabar em definitivo com o problema da falta de água em Campina Grande – pontuou.

 

Com PBonline