Prefeitura de Campina Grande não repassa verbas para entidades filantrópicas

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Entidades filantrópicas de Campina Grande estão passando por situações financeiras difíceis devido ao não repasse de subvenções da Prefeitura Municipal até a atual data.

De acordo com informações do vereador da oposição Olímpio Oliveira (PMDB) e confirmada pelas entidades, a Prefeitura ainda não enviou à Câmara o projeto de lei que visa à liberação da subvenção.

Segundo Joseilton Brito, diretor do Grupo de Apoio à Vida (GAV), que cuida de pessoas portadoras do vírus HIV, há seis meses a casa não está podendo pagar o aluguel e já há uma comunicação verbal de que será realizada uma ação judicial para despejo.

– O GAV ainda não recebeu a subvenção repassada pela prefeitura, no valor de R$ 1.500 mensais. Estamos com seis meses de aluguel atrasado, além de água, luz, telefone e o deslocamento do pessoal também está prejudicado. Nossa receita atual é baseada apenas em doações voluntárias, mas não dá para suprir todas as necessidades – disse.

O diretor ressaltou que já tentou entrar em contato com o prefeito Romero Rodrigues, com a presidente da Câmara, Ivonete Ludgério, com o procurador do município, José Mariz, e até agora não obteve respostas.

O GAV acompanha 200 famílias soropositivas através de apoio psicológico, social e jurídico, entre outras atividades.

Atendendo uma média de 463 usuários, de 43 municípios do Estado, a Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apae) também passa pela mesma situação.

Segundo a diretora Maria Betânia Santiago, além da subvenção, a prefeitura também não está enviando os valores referente ao atendimento do SUS.

– Nossa felicidade de manter a instituição é pela sociedade campinense que é assídua. Atendemos a 43 municípios, mas nem todas honram com o convênio e passamos por aperto financeiro devido a isso. É tudo contado e medido – lamentou.

Ainda de acordo com Betânia Santiago, há pouco tempo o governo do Estado realizou convênio com a instituição, mas a subvenção da prefeitura, que deveria ter sido iniciada em janeiro, ainda não foi repassada.

Ela ainda apelou que a PMCG envie profissionais como psicólogos para dar maior suporte à Apae.

A Prefeitura de Campina Grande foi procurada, mas até agora não se pronunciou sobre o caso.