Stiupb convoca classe trabalhadora da Cagepa para Audiência sobre municipalização em Campina Grande

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O presidente do Sindicato dos trabalhadores nas Indústrias Urbanas da Paraíba (Stiupb), Wilton Maia Velez, está convidando todos os trabalhadores da Cagepa para que compareçam maciçamente à Audiência Pública que a Câmara Municipal de Campina Grande realizará no dia 03 de agosto, para discussão da proposta nefasta do Governo Romero Rodrigues em querer municipalizar os serviços da Companhia de Água e Esgoto, no que o Stiupb é totalmente contrário.

“É inaceitável que a Prefeitura de Campina Grande continue levando à frente essa ideia, até porque, o próprio Governo do Estado, através de ato do governador Ricardo Coutinho, já deliberou que não vai privatizar a Cagepa, por entender muito bem que a Companhia se diferencia em relação aos demais órgãos da estrutura governamental, por tratar de um bem que não pode ser tratado como negócio, no caso os serviços de água, coleta e tratamento de esgoto”, destacou Wilton Maia.

“Iremos lutar contra essas ideias de municipalização, igualmente como fizemos com o Governo do Estado e que, graças a nossa luta e à sensibilidade do governador Ricardo Coutinho, isso não mais irá acontecer estadualmente”, destacou o presidente do Stiupb.

Wilton Maia lembra que a municipalização desses serviços é uma experiência que não tem dado certo, não apenas no nosso País, mas até mesmo no exterior. “Em Sousa, essa iniciativa tem sido um fracasso e a população é quem está sofrendo diante da precarização desses serviços”.

A possibilidade de municipalização da Cagepa, lembra o presidente do Stiupb, trará prejuízos às pessoas, como a extinção da tarifa-social e o fim do subsídio que se concede às pequenas cidades, onde o poder aquisitivo da população é bastante simples.

Em assembleias com ampla participação de trabalhadores realizadas nas cidades de Campina Grande, Guarabira, Patos, Pombal e Cajazeiras, a categoria tem demonstrado unidade e espírito de sacrifício para que a CAGEPA não caia nas mãos do capital privado e, assim, manter a empresa pública, garantido o direito ao acesso á água e o saneamento a toda a população no Estado.