Deputado diz que Reforma escancara as reais intenções do golpe

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O deputado estadual Anísio Maia (PT) comentou na manhã desta quarta-feira, 12, a aprovação da reforma trabalhista pelo Senado.

“Esta reforma trabalhista escancara as reais intenções do golpe: retirar direitos dos trabalhadores para aumentar os lucros dos grandes empresários. É exatamente por isto que, todos os derrotados nas eleições presidenciais, estão hoje no governo. O que eles estão fazendo jamais receberia apoio das urnas”, criticou.

Foto: Paraíbaonline

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“Estamos vivendo uma crise econômica e se vende a ideia de que liberdades democráticas e direitos sociais são empecilhos à modernização. A insatisfação de grande parte da população é mobilizada por uma falsa luta contra a corrupção, liderada por verdadeiros corruptos que são apenas a ponta do iceberg. A parte invisível é o interesse dos mais ricos. Enquanto isto, o Brasil voltou para o Mapa da Fome, a corrupção aumentou e as panelas da classe média, antes barulhentas, estão agora em silêncio”, argumentou o parlamentar.

Para Anísio Maia é completamente falacioso o argumento de políticos paraibanos de que esta reforma irá gerar novos empregos.

“A Espanha aprovou reforma semelhante há cinco anos e atingiu 27% de desemprego. Entre os jovens este índice chegou a 49%. Por outro lado, aqui no Brasil, durante o governo Lula, tivemos pleno emprego com as atuais leis trabalhistas. O que gera emprego é crescimento econômico.”

“Os defensores da reforma dizem que nenhum direitos foi retirado. Mas, na verdade, o acordo entre patrão e empregado passa a valer mais do que está escrito na lei. E que força tem o empregado para negociar com o patrão, sem a proteção da lei? Além disso, será admitido excesso de jornada de trabalho sem acordo prévio, redução para 30 minutos da hora de almoço, divisão das férias em três partes e até vale-refeição e vale-transportes deixam de ser responsabilidade do patrão, entre outras diversas barbaridades, como a possibilidade das gestantes trabalharem em locais insalubres. Como isto gerará novos postos de trabalho?” questionou o petista.