Novo prefeito de Bayeux vai cortar salários e suspender pagamentos a fornecedores

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O novo prefeito do município de Bayeux, Luiz Antônio (PSDB), revelou que já vinha tendo divergências com o ex-prefeito Berg Lima (Podemos), que foi preso na última quarta-feira (5) em flagrante ao receber propina de um fornecedor da Prefeitura Municipal.

Em entrevista à imprensa nesta sexta-feira (7), ele disse espera fazer juntamente com o Tribunal de Contas do Estado a auditoria nas contas da administração municipal no sentido de dar a transparência necessária que a população exige depois do episódio ocorrido com o gestor anterior.

Como primeiras medidas administrativas, o prefeito pediu a suspensão de pagamentos aos fornecedores enquanto se faz a auditoria nos contratos firmados, até porque, segundo ele, há indícios de superfaturamento.

Ele também vai congelar os salários do prefeito e vice e secretários, além de fazer cortes na folha de pagamento, que tem comprometido mais de 60% do que é arrecadado pelo município.

Foto: Reprodução/ TV Cabo Branco

Segundo o novo prefeito, as mudanças serão feitas paulatinamente até porque não se pode parar a máquina administrativa.

“Mas eu quero deixar a gestão com a cara de Luiz Antônio. Já fiz uma reunião genérica com o secretariado e pedi que nada ficasse parado e que eles dessem andamento às obras e serviços. Toda ação será feita com responsabilidade e muita calma. Nós não podemos botar a carroça na frente dos bois”, ressaltou.

Conforme o prefeito, Bayeux precisa retomar não só a credibilidade como a capacidade de investimentos e o inchaço da folha tem limitado a capacidade de investimento.

“O primeiro procedimento será fazer uma auditoria na folha de pagamento. Precisamos trazer isso para uma realidade do momento vivido por esse país. Nós não podemos ter salários de mais de R$ 7 mil. Podem ter certeza que iremos fazer o prudente, o correto, o justo”, disse.

Hoje, a administração de Bayeux conta com cerca de 4 mil servidores comissionados contratados e prestadores de serviço e esse número deverá ser enxugado, conforme orientação do TCE.

“Há uma necessidade de redução da folha de pagamento. Também faremos uma reforma no quantitativo do número de secretarias, porém não posso dizer qual delas. Eu preciso sentar ainda para ver o que será cortado. Não podemos ser irresponsáveis em desmanchar pastas importantes e essenciais da administração”, avaliou.

Com relação ao apoio da Câmara Municipal à sua gestão, o prefeito, que era vice, disse que sempre teve um relacionamento tranquilo e respeitoso com os vereadores e que não há nenhuma aresta com o Legislativo.

“Espero que esse momento político em que vivemos aproxime ainda mais a Câmara do Executivo, porque hoje mais do que nunca precisamos que os parlamentares nos ajudem. Eu tenho feito esse apelo para que possamos trocar ideias e os vereadores contribuam de fato no que eles acham que possa ser mudado”, destacou.