Salvador registrara casos de ataques de morcegos

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Os bairros do Barbalho e Saúde, em Salvador, também registraram ataques de morcegos desde o início de março, segundo informações passadas pelo Centro de Controle de Zoonoses da cidade (CCZ). De acordo com informações da prefeitura, o Hospital Couto Maia atendeu a 31 pacientes vítimas dessas ocorrências nos últimos meses.

Conforme o chefe de Segurança de Vigilância contra Raiva da Secretaria Municipal de Saúde, Aroldo Carneiro, 17 casos foram provenientes de morcegos hematófagos (que se alimentam de sangue) nos bairros do Santo Antônio Além do Carmo, Barbalho e Saúde, todos no centro de Salvador — a princípio, a prefeitura havia informado que esses 17 casos haviam sido registrados somente no Santo Antônio.

Conforme Caneiro, não há número de ataques de morcegos por bairro. “O hospital não especificou isso, não detalha os registros por bairro. O que sabemos é que esses 17 casos estão concentrados nesses três bairros do centro, com maior ocorrência de registros no Santo Antônio Além do Carmo”, disse.

Os outros 14 casos, segundo Carneiro, foram provenientes de outras áreas da cidade, mas não há confirmação de que tenham sido provocados por morcegos hematófagos. Ele ainda diz que “há muitas dúvidas associadas a essas ocorrências”. Os bairros em que os casos foram registrados não foram divugados.

“Não há evidência de que tenha havido ataque de morcego hematófagos nesses 14 registros. Nesses casos, o que pode ter acontecido foi um acidente: uma mordida ou arranhão de morcegos não hematófagos, ou porque as pessoas tentaram manuseá-los ou tenham enconstado sem querer em algum morcego desse tipo”, destacou.

Segundo a Secretaria Municipal de Saúde, os casos de ataque de morcegos hematófagos a seres humanos são raros em Salvador, mas a maior parte dos ataques ocorreu no Centro Histórico porque, segundo Carneiro, existem alguns fatores que predispõem o abrigo dos animais. Entre os fatores listados estão os casarões abandonados, escuros, silenciosos e sem movimentação. De acordo o ele, foi detectado um aumento da população de morcegos na área, por conta do desmatamento e da destruição de cavernas, o que obriga os morcegos a migrarem para as cidades.

Carneiro diz que só há uma espécie de morcego que costuma se alimentar de sangue: o Desmodus rotundus. “É somente no período da noite que eles saem de seus habitats à procura de alimentação. As vítimas geralmente são pessoas idosas e crianças, e a região do corpo humano mais atacada pelos voadores são as extremidades como pé, mão e pontos da cabeça.

Aroldo Carneiro explica que a mordida não causa dor intensa porque na saliva do morcego há substâncias analgésica e anticoagulante, sendo que esta última impede a rápida cicatrização do ferimento.