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O professor Francisco Sarmento, especialista em recursos hídricos e ex-secretário do Estado, afirmou que se a vazão das águas da transposição continuar do jeito que está, a água não vai chegar ao açude de Boqueirão este ano.
Segundo ele, a vazão que chega ao açude de Poções, em Monteiro, é insuficiente para que a água chegue em tempo hábil a Boqueirão.
Foto: Paraibaonline
– O governo federal não divulga quanto é a vazão. Mas, você pode fazer um cálculo hidráulico e isso levaria, aproximadamente, de 150 a 200 litros por segundo. É uma estimativa bastante realista e é visível a olho nu. Do dia da inauguração até o dia 19 de março o nível de água caiu estupendamente, em função da possibilidade de encher a barragem de Barreiro, a de Campos e a de Barro Branco. A Barreiro rompeu e as outras duas não romperam porque as providências chegaram a tempo. Isso aconteceu porque as barragens devem ser enchidas e monitoradas ao mesmo tempo. Isso não pode ocorrer devido ao prazo político determinado – pontuou.
Francisco ponderou que as bombas que foram emprestadas pelo governo de São Paulo, e que uma delas quebrou e está sendo reparada, têm uma vazão limitada.
Ele destacou que com a vazão atual a água não chegará a tempo para ‘salvar’ Campina Grande de um colapso.
– A única bomba ligada é a que restou na EBV6. A bomba da EBV5 está desligada e, se ela está desligada, a EBV1, EBV2, EBV3 e EBV4 também estão desligadas, do contrário a água estaria transbordando na estação 5. O que eu vi no domingo, a água não chega nem daqui para o fim do ano. Basta olhar para a vazão no Açude de Poções. Não precisa ser especialista para fazer essa conta – alertou.