Deputados homenageiam mulheres em sessão na ALPB

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A sessão desta quarta-feira (08), na Assembleia Legislativa da Paraíba, girou em torno de homenagens às mulheres pelo seu dia, comemorado internacionalmente neste 8 de março.

Os deputados da bancada de situação e de oposição, este em maioria presente na Casa, se revezaram na tribuna para falar sobre a importância da mulher na sociedade, como também protestar contra a crescente onda de violência praticada contra o sexo feminino.

Foto: Paraibaonline

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Da bancada feminina, apenas a deputada Camilla Toscana (PSDB) esteve presente à sessão e para qual também foi prestada homenagens em nome das demais deputadas, Daniella Ribeiro (PP) e Estela Bezerra (PSB), que justificaram as ausências, extensivas ainda às servidores da Casa e as jornalistas que cobrem diariamente o Parlamento Estadual.

Em entrevista à imprensa, Camilla Toscano falou do desafio de ser parlamentar e, ao mesmo tempo, mãe e dona de casa, ressaltando que tem buscado conciliar suas funções de viajar e cumprir com os compromissos parlamentares e pessoais.

Foto: Paraibaonline

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“Não vou negar que é um desafio muito grande, mas sempre damos um jeito de dar atenção à família e fazer um trabalho focado, que honre as mulheres paraibanas”, disse.

Em seu discurso no Plenário, a deputada trouxe em número as estatísticas da violência contra mulher, de desempregadas e sem assistência à saúde.

“Infelizmente os relatos são tristes e há um déficit muito grande de atenção às políticas públicas para as mulheres, que acabam ficando limitadas ao mercado de trabalho.Mas, eu busco mostrar que é possível, sim, trabalhar, cuidar dos filhos e buscar seu espaço”, destacou.

Foto: Paraibaonline

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A deputada, que ainda concilia o lado atleta de jogadora de vôlei, se mostra como exemplo e diz que as mulheres podem e devem lutar por aquilo que querem.

“Eu espero que com o tempo possamos conquistar muito mais do que nós queremos. A valorização é muito imprescindível para as mulheres”, pontuou.

Camilla reforçou que vê com preocupação a crescente estatística da Paraíba em relação à violência contra a mulher e que, muitas vezes, por conta da dependência econômica, elas não denunciam os companheiros que as agridem por achar que não vão ter condições de sustentar seus filhos.

“É uma correlação muito grande no que diz respeito as questões econômicas, profissionais, de moradia. A mulher termina por se submeter às agressões. Eu, particularmente, vou continuar sendo a voz da mulher, vou continuar representando-as e mostrar que ficar calada não é o certo”, enfatizou.

Sobre a participação da mulher na política, ela tomou como realidade a própria Assembleia Legislativa que é composta por 36 membros e destes apenas 3 são mulheres.

Ela opinou que a mulher não acredita tanto em si mesma e, apesar de ser maioria do eleitorado paraibano e do Brasil, a representatividade ainda é muito pequena nas Casas legislativas.

“As mulheres têm que confiar mais nelas mesmas e saber que ela é uma representante cidadã e pode ingressar na política, na vida pública”, completou.