Apesar de defender novas eleições, Cássio acredita que Temer assume Presidência

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O senador Cássio Cunha Lima (PSDB), que está em Brasília, informou que nesta quinta-feira (5) os integrantes da Comissão do Impeachment debaterão o relatório que recomenda a abertura do processo de afastamento da presidente Dilma Rousseff e será realizada a última defesa da presidente pelo advogado geral da União, José Eduardo Cardozo, no Senado Federal.

Nesta sexta-feira (6) acontecerá a votação do relatório. Segundo Cássio, se for aprovado o relatório a presidente será afastada provisoriamente das suas funções na próxima quarta-feira (11).

Ele disse que, provavelmente, o relatório será aprovado com 16 votos contra cinco.

Mas, o afastamento de Dilma será provisório porque haverá 180 dias para os senadores julgarem o processo de impeachment e, se neste período de tempo o processo não for concluído, a presidente reassume suas funções.

 

– São dias difíceis, são dias tensos e o embate político cada vez mais duro. Mas, era preciso tomar uma providência diante de tantos crimes que foram praticados. Quem pôde acompanhar ontem o brilhante relatório do senador Antônio Anastasia pode perceber e constatar que, de fato, os crimes foram cometidos e a presidente Dilma tem que responder pelos crimes de responsabilidade que praticou. O Brasil vive essa crise toda em decorrência dos crimes de responsabilidade que foram praticados pela presidente Dilma Rousseff – afirmou.

O senador comenta sobre a possibilidade do vice-presidente da República, Michel Temer, não assumir o cargo porque foi condenado pelo Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-SP) por doações de campanha que estariam acima do limite legal e, por isso, se tornou inelegível nos próximos oito anos a partir da última terça-feira (3).

– Ele pode ser eleito vice-presidente e, portanto, se essa condenação houver, não impediria ou impedirá sua posse. Nesse processo todo, eu sempre disse que a solução melhor para o país seria a nova eleição. Nós temos dois caminhos: o caminho impeachment e do Tribunal Superior Eleitoral para realização de novas eleições. Acontece que nenhum dos dois caminhos estava sob nosso controle, avançou mais rápido o impeachment e o que o Brasil precisa é virar essa página – concluiu.